
Epígrafe
O homem, filho do tempo, reparte com o mesmo tempo ou o seu saber ou a sua ignorância; do presente sabe pouco, do passado menos e do futuro nada.
Antôno Vieira (1608 -1697)
Conheça um pouco dessa história!
O homem, filho do tempo, reparte com o mesmo tempo ou o seu saber ou a sua ignorância; do presente sabe pouco, do passado menos e do futuro nada.
Antôno Vieira (1608 -1697)
Conheça um pouco dessa história!
Início do século XX , a região de Lajinha , bem como de municípios vizinhos tornam-se o motivo de contestação. É necessário compreender a causa que conduz o Estado do Espírito Santo e Minas gerais a se rebelarem, obviamente, pela interpretação que cada qual fez a seu favor quanto a demarcação entre as duas capitanias, querendo para si maior parte territorial, ficando o Rio José Pedro divisor desta polêmica.
A situação de conflito entre Minas Gerais e Espírito Santo na região, parece acompanhar a história de Santa Catarina e Paraná, não pelos mesmos motivos, mas impulsionados pela febre do contestado ocorrido no mesmo período. Com isso verificamos que a história de um país é semelhante a uma colcha de retalhos, um pedacinho aqui, uma cor ali, um babado acolá, para então a peça se formar.
Embora não tenha grande repercussão não deixa de ser grande a importância no que diz respeito a memória de um povo; como toda insurreição, esta, indiscutivelmente, traz as perdas e os ganhos e quase sempre gerados em torno da luta pela terra, gerando preocupação por parte dos Presidentes dos Estados em questão:
...Desse modo tenho esperança de que poderemos reciprocamente poupar os infelizes habitantes dessa região a vida attribulada que passam pelas perseguições e violências que constantemente soffrem, podendo então cuidar da liquidação dessa velha questão. Sem que a demorada solução traga inconvenientes aos nossos compatrícios alli residentes.
1
(BISSOLI; SILVA, 2001,p.30)
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Por entre as imensas montanhas e bruscas pedras, as forças mineiras no comando de João do Calhau, que atua como o salvador da pátria, garantindo com ousadia na região limítrofe, territórios almejados, na tentativa de juntar a Minas um pedaço do Oceano Atlântico. Sua intenção, conforme relatos a seu comandante, era chegar até ao "lagoão". ( Santos,2000,p.13).
Os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo alimentaram por um período alongado a questão contenciosa, com isso, surgiu a proliferação do banditismo, bem como, refúgio nessa área, de homicidas e ladrões de todos os tipos, onde a lei coronelista imperava.
Entre anos de 1890 e 1915 que mais se intensificaram as divergências na tentativa de resolver a questão sobre o território contestado, onde as duas unidades buscavam imensamente ter a razão e ser maior na federação.
Dado a tais fatos torna-se de relevância, o conhecimento baseado na veracidade. Conhecer a história regional é empenhar-se em conhecer a história de um país. compreender os conflitos, entender suas causas e consequências, simbolizam a busca de elementos que juntos nos servem para a reconstituição do passado.
A situação de conflito entre Minas Gerais e Espírito Santo na região, parece acompanhar a história de Santa Catarina e Paraná, não pelos mesmos motivos, mas impulsionados pela febre do contestado ocorrido no mesmo período. Com isso verificamos que a história de um país é semelhante a uma colcha de retalhos, um pedacinho aqui, uma cor ali, um babado acolá, para então a peça se formar.
Embora não tenha grande repercussão não deixa de ser grande a importância no que diz respeito a memória de um povo; como toda insurreição, esta, indiscutivelmente, traz as perdas e os ganhos e quase sempre gerados em torno da luta pela terra, gerando preocupação por parte dos Presidentes dos Estados em questão:
...Desse modo tenho esperança de que poderemos reciprocamente poupar os infelizes habitantes dessa região a vida attribulada que passam pelas perseguições e violências que constantemente soffrem, podendo então cuidar da liquidação dessa velha questão. Sem que a demorada solução traga inconvenientes aos nossos compatrícios alli residentes.
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(BISSOLI; SILVA, 2001,p.30)
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1. Trecho da carta do Presidente do Estado do ES enviada ao Presidente do Estado de MG, em 09 de junho de 1911
Por entre as imensas montanhas e bruscas pedras, as forças mineiras no comando de João do Calhau, que atua como o salvador da pátria, garantindo com ousadia na região limítrofe, territórios almejados, na tentativa de juntar a Minas um pedaço do Oceano Atlântico. Sua intenção, conforme relatos a seu comandante, era chegar até ao "lagoão". ( Santos,2000,p.13).
Os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo alimentaram por um período alongado a questão contenciosa, com isso, surgiu a proliferação do banditismo, bem como, refúgio nessa área, de homicidas e ladrões de todos os tipos, onde a lei coronelista imperava.
Entre anos de 1890 e 1915 que mais se intensificaram as divergências na tentativa de resolver a questão sobre o território contestado, onde as duas unidades buscavam imensamente ter a razão e ser maior na federação.
Dado a tais fatos torna-se de relevância, o conhecimento baseado na veracidade. Conhecer a história regional é empenhar-se em conhecer a história de um país. compreender os conflitos, entender suas causas e consequências, simbolizam a busca de elementos que juntos nos servem para a reconstituição do passado.
Cleonice de Carvalho Rodolfo
Pós Graduada em História do Brasil pela UNEC
Pós Graduada em História do Brasil pela UNEC