domingo, 19 de junho de 2016

As estações da vida

As estações da vida

A vida é feita sim, de tantos encantos
de tantas surpresas, de sustos, de cores,
e até dissabores, 
de perplexidade,
do riso do desbrochar da vida,
até  o choro e a lágrima da partida,
Ah é feita sim,
de idas e vindas
de prosas e versos
de sonhos ou fantasias.

No começo é primavera,
estação da vida, onde reina o belo,
o colorido, o vigor, tempo do crescimento!

Então o verão  se aproxima,
tempo de aquecimento
de ânimo e jovialidade,
fase dos amores e encontros
de força, garra, sensualidade!

Isso passa,
Vem então o outono,
com ele , o tempo da transformação
onde pensar, agir, decidir
é feito com responsabilidade!
Sim, tempo de trocar as folhas,
de despir, tempo de dar lugar  ao novo!

Chega , enfim, o inverno 
estação da experiência
de histórias e vivência,
os passos largos se encurtam,
os olhos, pouco brilham,
já não vê tão longe.
 A força,  fraca fica
o frio tira o ânimo !
Assim fecha o ciclo
de mistério e perfeição
o ciclo de uma vida
e de cada estação!



 





segunda-feira, 14 de março de 2016

DESPEDIDA

Se chegada é alegria
é aplauso ou gritaria,
é riso estampado, aperto de mão
é abraço, é amasso
é festa na alma , no coração!
A despedida é o inverso
não tem graça, é dolorosa,
não tem prosa e nem verso
É dor, é triste,
é como  faltar o oxigênio
no universo!
É quando se perde o caminho
quando na estrada sozinho,
nem sabe pra onde ir
é quando a dor se converte,
em lágrimas e prantos
e a vida perde o encanto,
quando o que resta é partir...
e então
quem fica, sofrendo fica
quem parte, chora de dor
e na dor da despedida
morre um pouco essa vida,
vida que torna sem vida ,
Quando despede  um amor! 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O amor e a idade

Parece até brincadeira
essa história de amor
que pega alguém de jeito
esfrega, bate, tormenta
seja a idade qual for...
penetra em todos os poros
cega a preciosa visão
tira a fome , o sono, a paz
e faz perder  a razão.

E quando já bem maduro
depara com gente novinha,
perde a cabeça , o juizo
o  pensamento vagueia
é trem fora da linha!
Mas quem disse que não pode
tal diferença ocorrer,
quem disse que tem limites
pro amor acontecer!
Está claro como a luz
o preconceito sem fim
de invadir privacidade
de tirar a alegria,
de envolver no que não deve,
regras da sociedade!

E quando esse frenesi
que renova qualquer vida
não acerta as diferenças
e não é correspondido,
o sentimento é castrado
é um beco sem saída,
as horas já não tem fim
o dia perde a graça
somente a solidão
por perto de companhia
é como o vinho e a taça!

Olhares distantes perdem
no infinito buscar
uma notícia qualquer
do bem que quer tanto amar...
São coisas tão corriqueiras
que o tempo todo acontece
achar a felicidade,
pois pra amar não precisa
ter um tempo, ou idade!

Nem precisa ser mestre
pra tudo isso explicar
nas besteiras da paixão
Qualquer um pode entrar.
Não inventaram vacina
e nem existe doutor
"O velho querendo o novo,"
dando prova do vigor;
"O novo ficando velho,"
esquece que velho fica,
e fará assim,quando velho for!

Assim passa brevemente
a vida que temos então,
não tem como se escapar,
É como uma sombra, ligeira
querendo assim ou não;
Seja rico ou seja pobre
com muito ou pouca sorte
como sábios ou como loucos
assim vai tantos momentos
"e a vida sumindo aos poucos"!!!!!











quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Um olhar à distância

Na noite calma e chuvosa
em companhia da solidão 
surge o desejo ardente
algo assim, inconsciente,
Que mexe com o coração!
Como a raiz sedenta da água,
Como abelha em busca da flor,
nasce o desejo de amar
nasce o querer viver,
de um jeito inexplicável,
que leva uma busca do amor...

Por entre caminhos e trilhas
Achando o desconhecido,
e numa poesia profunda
vive o que não foi vivido!
É uma selva estranha
de números e caracteres
Mas em questão de segundos
se perde o que chama razão...
e o atrevimento da alma
Corre, procura, chama a atenção!

E num mundo pequeno demais
de poder a distância  encurtar
o que antes era apenas escrita
agora já pode escutar!
E o descompasso gigante
das batidas do coração
as mãos frias e trêmulas
o fôlego buscando o ar,
os olhos buscando os sonhos
Contenta com a ausência do olhar!