Recomeço
Depois da noite, um novo dia!
Depois da briga, perdão e abraço.
Depois da nuvem, a chuva fria!
Depois da fatiga, o descanso,
Depois da distância , o reencontro!
Depois da tempestade, a calmaria.
Depois da queda, o levantar,
Depois do sono , disposição!
Depois dos passos, o caminhar!
Depois da letra, uma canção!
Depois do dia , a noite vem!
Depois da perda, talvez ganhar
Depois do sonho , a realização,
Depois do sim, talvez o não!
assim seguimos
a nossa sorte,
Um dia fraco , o outro forte
um dia pleno ou sem tropeço
um dia a vida, o outro a morte
Mas cada dia , é recomeço!
quarta-feira, 14 de junho de 2017
sexta-feira, 26 de maio de 2017
Se encante mais!
Encante com a vida,
com o universo ,
com sonhos,
com gente
com cicatrizes,
sinal que curou feridas!
Encante mais com os olhos
com o fôlego,
com os passos que pode dar
Com o tato,com a visão
e o paladar!
Encante mais com a chuva
com a noite,
sorria!
Encante com as mãos que tocam,
com as batidas do coração
com o dia!
Encante mais com o mar,
esqueça as redes.
Encante mais com companhia,
deixe a solidão;
Encante mais com olhar
Abandone o pranto,
viva com encanto,
enquanto vida tem!
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Quando tempestade é chuva branda!
Quando tenho companhia
na peleja de um dia,
ou no frio da madrugada!
quando estou tão sozinho
seguindo por um caminho,
ou na curva de uma estrada.
Mas junto segue um amor
que me torna acompanhado!
Quando estou perdendo um bem
ou que tudo dá errado,
quando o que só me resta então,
é ter que ficar calado!
Sabendo que bem distante,
alguém por mim tem velado!
Que me alenta e acalma
que cuida nos mínimos detalhes,
até da dor da minha alma!
Ainda que arrede montes
Que tumultuem os mares ,
que os ventos saiam levando
raízes por todos os ares!
Que as vezes nem haja bonança
num cafofo que encontrei,
que as sementes não brotem
Nem vingue o que sonhei!
Que não haja nem uma flor
que enfeite minha varanda,
Sabendo que tenho você
tempestade é chuva branda!
sábado, 1 de abril de 2017
O maquinista
Uma viagem inicia
Não tem hora e não tem dia
obrigação a cumprir!
Não importa se é inverno
se verão,outono ou primavera,
se há sol ou tempestade
apenas tem que partir!
E lá nas várzeas e nas curvas
perdido por sobre os trilhos,
talvez distante do amor,
talvez distante dos filhos,
Numa atenção desdobrada
ouve as batidas do coração,
junta o peso da carga,
Com o peso da solidão!
Quando atravessa a cidade
no vazio da madrugada
há algúem na janela
esperando ali, debruçada!
Pensando no vai e vem
repleta de nostalgia,
Pensa na vida do maquinista
e na ida e vinda de um trem!
Tantas perguntas que surgem
a pensar nessas viagens!
e no silêncio profundo,
traz a mente tantas imagens;
Num sussurro quase louco
começa a interrogar,
Será que tal maquinista
tem casa, mulher ou filhos?
Será que deixou alguém
e com saudade está?
Será que está sofrendo,
alguma coisa temendo
e tem vontade chorar?
Assim os dias se passam
e sempre a mesma rotina
de um maquinista tão só
que leva tantos vagões,
seguindo uma mesma linha
até na vasta neblina!
que leva consigo sonhos,
ou talvez desilusão,
Que leva tanta lembrança
no arquivo do coração!
E alguém que assiste tais cenas
tão só ali também fica,
olha com tanta ternura
com pesar, com desventura
o destino do maquinista!
Pois olha de tal maneira
com os olhos do coração
Talvez chore ali sozinha
tomada de emoção,
que numa viagem de trem
uma saudade ali tem,
E o condutor é um artista!
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